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terça-feira, 10 de março de 2015

2 Resenha [livro] - Êxtase Mortal

Hey, pessoas!

Gostaria inicialmente de agradecer a todos que continuam acompanhando o blog, seja lendo, deixando comentários ou só dando uma espiada. O importante é divulgar curiosidades, opiniões... E meus textos!! XD

A resenha de hoje faz parte do Desafio Literário Skoob 2015. Para o mês de março, deveríamos resenhar um livro escrito por Mulher. Minha escolha foi bem aleatória, pois eu tenho vários livros de autoras a serem lidos.

Escolhi resenhar Êxtase Mortal, um livro que ganhei de Natal. É uma edição de bolso do tipo vira-vira, ou seja, tenho 2 livros em 1, lançada pela Edições BestBolso em 2012. O livro foi inicialmente publicado tendo J.D. Robb como autor (1996), mas posteriormente foi confirmado como pseudônimo de Nora Roberts, por isso se encaixa no tema de Março do DL.

A sinopse oficial segue logo aí abaixo:

*Livro do acervo pessoal do blogueiro*

No ano de 2058, a forma mais popular de entretenimento são os poderosos jogos de realidade virtual. Através deles, qualquer pessoa é capaz de ingressar facilmente em um mundo fantástico, repleto de prazeres e perigos. A vantagem é que não há riscos: é tudo uma grande brincadeira, uma mera simulação. Ou, pelo menos, era isso o que todos pensavam até um brilhante engenheiro aparecer morto. Eve Dallas descobre que essa morte é apenas uma das peças de um caso muito mais assustador do que aparenta.
Eve e Roarke estão em lua-de-mel. A tenente, porém, ainda não está habituada com as palavras “marido” e “esposa”. Para alguém que passou a vida inteira se relacionando com armas e perseguindo assassinos, o matrimônio é algo completamente novo. Porém, quando Eve já está começando a se acostumar em trocar o perigo pelo carinho, um misterioso crime volta a interferir em seu dia-a-dia. No mesmo hotel onde o casal está hospedado, um homem é encontrado enforcado em seu quarto – suicídio. O caso estaria encerrado se a morte não houvesse ocorrido enquanto o rapaz experimentava um novo jogo de realidade virtual: seu cadáver ostentava um sorriso de êxtase nos lábios… Com isso, a lua-de-mel fica para depois. Agora, a tenente Dallas precisará voltar às ruas para solucionar mais esse mistério.
Enquanto isso, as mortes continuam. Um grande advogado e um político controverso são as vítimas seguintes. Os três não apresentavam nenhuma ligação entre si, senão o estranho sorriso pós-morte e algo que a autópsia vem revelar: pequenas queimaduras no interior de seus cérebros. Seria apenas uma anomalia genética ou um método avançado de assassinato? Nessa investigação, Eve Dallas ingressa no fascinante mundo da realidade virtual e descobre que nem sempre é fácil distinguir a realidade da ilusão.

Confesso que nunca li nada de Nora Roberts, nem de seu pseudônimo. Não sou muito de romances no estilo romântico/erótico dramático, mas resolvi arriscar. 

Primeiro de tudo, aconteceu que eu, desatenta às pampas, não procurei saber se o livro era uma série e qual sua posição nela. Após umas 5 páginas, quando percebi umas trocentas informações estranhas, resolvi pesquisar. Na verdade, faz parte, sim, da Série Mortal, com 35 (=O) livros publicados nos EUA e 13 aqui no Brasil, sendo os meus o 3º (Eternidade Mortal) e o 4º (Êxtase Mortal). Pois é, li o 4º livro antes do 3º, típico.



No entanto, começar a ler uma série pelo 4º livro não interferiu em nada, nem me deixou totalmente perdida. Acho que isso se deve ao fato de não serem histórias extremamente encadeadas. Parecem aquelas novelas antigas de revistas, com o diferencial de que esta série possui estilo literário do suspense policial e não o romance dramático ou erotismo dramático.

Mesmo sendo um suspense policial, tem romance e drama. E, talvez por ser Nora Roberts, tem erotismo, mas não em excesso. É narrado em terceira pessoa, com narrador onisciente. Aliás, onisciente demais, sabia de tudo, incluindo sentimentos e expressões de quem falava ao telefone!

Em resumo, dá para entender bem a vida atual da protagonista, a tenente Eve Dallas, bem como seu passado tenebroso do qual ela se lembra pouco (trauma de infância após ser estuprada, torturada pelo pai e mata-lo a facadas com apenas 8 anos), mesmo sem ter lido qualquer dos livros anteriores. Também dá para acompanhar relativamente bem a história do seu atual marido Roarke, um multizilionário da tecnologia (porque todos os personagens 'foderosos' são milionários? - vide 50 Tons de Cinza).

É um bom entretenimento, mas apenas isso. Não me senti particularmente tocada, ou imersa nos personagens e na história. Deu para me distrair, mas não me prendeu.

Do que não gostei? 
1- Aquele narrador onisciente demais (como que o personagem sabe a expressão facial do outro com quem fala ao telefone? Surreal.), com mistura bem emboladinha dos pontos de vista dos personagens. As mudanças de pontos de vista iam de um parágrafo a outro, às vezes no mesmo parágrafo. Tive que retornar no texto algumas vezes para conseguir me situar, afinal de contas, qual dos personagens estava em foco na narração.

2- Não sei se estou mais 'perspicaz' ultimamente ou sou só chata mesmo. De forma que lamento informar e/ou desmerecer os fãs, mas Nora Roberts é óbvia demais. Assim que ela apresentou a primeira morte, eu já pesquei qual era o método. Na segunda morte, tive certeza. Logo depois, ela apresentou alguns personagens especialistas na tal coisa. Pombas! Óbvio que eram os culpados! Não deu outra. Todo o restante da história estava ali para me distrair, já que resolvi o livro no terceiro capítulo. Nem quando houve uma reviravolta com um novo suspeito, que tinha tudo pra ser o criminoso, eu me desapeguei de minhas conclusões. Para mim, o novo suspeito não tinha o... 'feeling', não combinava com a metodologia dos assassinatos.

3- Outra coisa chatinha, e dessa vez a culpa é da Editora, foram os erros de impressão, digitação, tradução, e tudo leva à revisão. Podiam ter dado uma garimpada melhor. Além disso, esta foi minha primeira vez com um livro de bolso, costumo comprá-los no tamanho padrão A5. Confesso que não gostei: letras muito miúdas, não conseguia ler à noite por muito tempo (e eu adoro ler na cama); miolo do livro justo demais, tive que me entortar para ler os cantinhos; depois de lido, a capa molenga fica troncha e o livro parece um jacaré tomando sol, de bocão aberto! Amassa muito dentro da bolsa, não deu para ler no ônibus, meu lugar mais comum de leitura. Resumindo: não gostei de livros de bolso.

Milagrosamente, até consegui uns #quotes:





Enfim, se você gosta do estilo da autora, quem sou eu pra 'dar pitaco' do que não conheço? Mas, se você, como eu, nunca leu, não vá com muita sede ao pote, mesmo que dê para aproveitar o livro.

Boa leitura!

Até + ver!

Nu.


2 comentários:

  1. Gosto bastante da Nora escrevendo como JD Robb, já li 23 livros dessa série. Entender a Eve e por tudo que ela passou, todo o sofrimento e ver onde ela consegui chegar é bastante interessante. Apesar disso, concordo que alguns trechos são surreais e de simples solução, mas com tudo isso amo.. kkkkkkkkkkk Realmente começar a ler pelo 4º livro não é muito bom kkkkk

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    Respostas
    1. Cara, Pri! Eu juro que tentei! Mas ficou muito óbvio! E eu detesto resolver um enigma logo de cara! Pow, cadê o estresse, a ansiedade? Pode ter sido pq peguei a coleção no meio do caminho, ok... Mas sei lá!... Posso dar uma chance, em sua honra! XD
      beijão!

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