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sexta-feira, 13 de março de 2015

8 Resenha [filme] - 50 Tons de Cinza

Alou, minhas pessoas lindas e maravilhosas, tão fofinhas...

Exagerei? =D

A resenha de hoje é do tão falado, comentado e idolatrado filme 50 Tons de Cinza. O filme, baseado no livro de mesmo nome escrito por E. L. James e lançado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca em 2012, estreou em fevereiro de 2015, um dia antes do Valentine's Day (vulgo Dia dos Namorados da cultura norte-americana).

SE VOCÊ É FÃ INCONDICIONAL, e ODEIA ler coisas desagradáveis sobre o livro e o filme, favor, SAIA desta página AGORA!.

Se você é uma pessoa TOLERANTE e aceita BEM críticas, boas ou ruins, sinta-se à vontade para continuar.

Dirigido por Sam Taylor-Johnson (de O Garoto de Liverpool) e roteirizado por Kelly Marcel (de Walt nos bastidores de Mary Poppings), e direitos comprados pela Universal Pictures e Focus Features, foi adaptado pela mesma dupla que fez A Rede Social, Michael De Luca e Dana Brunetti.

A sinopse, se não estou enganada, é a mesma do livro, cujo enredo me era desconhecido, uma vez que não li. Sim, senhores, não quis mesmo ler, achei a história muito apelativa e já explico o porquê.

Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

P.S.: Ocasionalmente aparecerão spoilers; tentarei evitar, mas... E, com certeza há palavras de baixo calão, vulgo palavrões, sejam de diálogos do filme ou porque eu sou desbocada mesmo. Dane-se.

Partiu?

Bom... Os atores escolhidos até que fizeram bem seus papéis. O ator Jamie Dorman (de Once Upon a Time), interpretando Christian Grey conseguiu demonstrar o mistério, a seriedade, e as expressões 'vem cá, minha puta' que o personagem parecia exigir. O rapaz era sofisticado, lindo e gostoso. E só. A atriz Dakota Johnson (de A Rede Social), no papel de Anastasia Steele, também conseguiu interpretar bem o papel de garota boboca, ingênua e chatinha.


Ao final do filme, fiquei me perguntando porque RAIOS (!!) esta história virou um bestseller, viral, e faz esse sucesso todo se NÃO TEM NADA DE MAIS. Analisemos:

Os personagens são todos esteriotipados, feitos para agradar e fazer o livro vender. Livro publicado já almejando a adaptação cinematográfica. Tudo bem, todo escritor sonha que seu livro será adaptado para o cinema. Mas E. L. James parece que escreveu pensando nisso e não necessariamente no efeito que queria causar no leitor. Os efeitos que vieram, foram brindes.

Os personagens: Um cara misterioso que saiu da miséria e sabe-se lá como fez fama e fortuna (beleza, Nora Roberts fez igual). Uma mocinha, estudante, estabanada, que não nunca quis desfrutar de nada relativo a sexo porque "não encontrou o cara certo" (Stephanie Meyer dejà vu). E, pra completar, o amor entre eles é dito impossível, pois o cara tem 'gostos' peculiares (só eu vi a tia Meyer de novo aqui?). De novo, história feita para vender = literatura comercial.

Quando o filme começou, estava água com açúcar. Muito açúcar. Aí, a mocinha me vira e pergunta "É agora que fazemos amor?" Quem diz isso pra alguém que acabou de conhecer, logo depois de ter assinado um papel que exige confidencialidade???? Você não diz NADA, você FAZ! Ou pelo menos, faz um jogo sensual antes de se tacar em cima do cara, vai de cada um. "Fazer amor" é coisa que se diz pro seu/sua companheiro/a de anos...

E então, nada espantoso, o cara responde que não faz amor. Ele fode. Com força. Porra, fiquei esperando a força o filme todo! Diz que faz e acontece, e praticamente tudo parecia um sexo romântico: banho junto, olhares de peixe morto um pro outro. Nem as cenas do quarto dos jogos parecerem ter a força todo que ele se gabava. Só porque ela era novinha no jogo? Porque ele era o primeiro carinha? Que coisa mais... mais... blasè

Eis, então, que chegam as últimas cenas, em que ela PEDE (sim, senhoras e senhores, a personagem, que gostou e gozou ser amarrada e vendada a história toda, PEDIU!) para ver o lado sombrio do Sr. Grey. Porque, afinal de contas, ele não poderia ficar com ela do jeito dela? Well done, ela pediu, ela recebe. Aí, sim, a gente vê um pouco de força, com a graça da Deusa. Então, a criatura se despenca em lágrimas, fica cheia de mimimi e vai embora.

E por que pessoas foram presas se masturbando dentro do cinema, enquanto assistiam ao filme? Por que maridos foram com as amantes e flagrados pela mulher, gerando escândalos? Por que todo o rebuliço em torno de um filme erótico?

De repente, me sinto muito moderna, 'rodada' até, porque nada além do helicóptero e do jatinho me pareceu extravagante. Metade daquilo tudo eu mesma já fiz, sem precisar de contratinho, ou de um quarto cheio de apetrechos. Isso é o que se chama de fantasias sexuais e quem não desfruta, não sabe o que perde. Sexo vendada? Confere. Pulsos presos? Confere. Gelo, lenço pelo corpo? Confere. Apreciação do físico alheio via espelhos, com olhar de 'quero te comer todinho/a". Confere também. E com reciprocidade. Só não tive o chicotinho. Ainda.

E teve gente que não gostou, pois o filme não mostrou cenas de sexo pesado. Eu explico porque: é um filme erótico, não pornô! Sensual, erótico e pornô são estilos diferentes, com limites bem tênues. Para um filme erótico, foi muito bem produzido, não há como negar. O enredo e os personagens é que me mataram.


Não vi apologia a estupro, nem a espancamento. Que fique bem claro, sado-masoquismo é um gosto sexual diferente, ao qual não conheço nem estou acostumada, mas duvido que tenha muita relação com o que apareceu lá.

Resumindo, até gostei do filme como um bom entretenimento, para relaxar, espairecer. Não me cativou a ponto de me fazer ler o livro; pelo contrário, agora mesmo desejo distância das páginas. 


Sinto que serei trucidada. Problema. Detesto ficar calada.

Bom entretenimento!

Até + ver!

Nu.


8 comentários:

  1. Respostas
    1. Oi Rô... Só apareceu esse... Pode enviar novamente?
      bj-Ka!

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  2. Oie *-* sinto que será apedrejada, moça, mas tudo bem, sem problemas heueh desde o início, o que eu mais ouvia falar do livro era que faltava vocabulário e isso tornava o livro fraco, obviamente. não vi o livro e nem pretendo ver, mas imagino que não deva ser muito diferente, a história é fraca sim e ninguém pode negar. teve resenha por aí que mostrava a contagem de quantas vezes a autora usou a mesma expressão em cada livro e era gritante o resultado. adorei sua resenha, principalmente pela sinceridade haha realmente muita coisa do que você disse "confere" com o que está todo mundo falando, e se tá todo mundo falando, é por que deve ter alguma verdade rsrs beijos!

    Resenhando a Arte | Fanpage

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    1. Oi Aliscia!
      Pois é, aguardo muitas pedras!...
      Como eu disse, eu não li o livro por falta de interesse e ver todas estas críticas. Quando soube do filme, pensei: "vou ver, se for legal, até leio" (foi o que aconteceu com Divergente, n é supimpa, mas é interessante.).
      Só que 50 Tons n vai rolar... é muito mimimi p pouquíssima porcaria.
      Confere? Obrigada pelo comentário! Adorei saber sua opinião!
      bj-Ka!

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  3. Bom, eu li a trilogia, e na minha opinião o filme foi muito inferior ao livro, e nem estou me referindo as cenas de sexo que é obvio que a maioria das do livro não teria como aparece no filme sem ele vira um pornô, as mudanças nos diálogos é que me desagrado e muito, gostei de algumas coisa nele mas o livro dá de 10 a zero.

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    Respostas
    1. Oi Milena!
      Obrigada por comentar!
      Ainda não me sinto muito à vontade para ler, não. O que poderia tentar é pegar o livro emprestado e fazer a comparação. Quem sabe mudaria minha opinião?
      bj-Ka!

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  4. Quando digo que não perde nada em não ler o livro, falo sério.
    O livro foi ruim o suficiente para eu não querer assistir o filme.
    É um erótico infantilizado. Falta vocabulário, falta enredo... É como se eles só vivessem para transar. A autora ainda conseguiu banalizar tanto os próprios personagens, que só Jesus...
    Sabe aquela personalidade forçada? Pois então... Só sei que mais vi aquela fanfic de Crepúsculo, antes de ser publicada, do que livro de verdade... Do que literatura de verdade.
    Odeio pensar que aquilo virou um best seller, e adoraria que me dissessem o que viram no livro.
    Amei a resenha! Sério! Nem sou de comentar, ou ler artigos em blogs, mas me cativou, e acho que sempre me verá por aqui, agora kkkkk'.
    Chus <3

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    Respostas
    1. oi Ana!
      Que bom que você gostou do blog! Muito obrigada pelo comentário!
      Não é mesmo? Tb não entendi como virou um best-seller... acho que só por ter sexo. O negócio é tão reprimido socialmente, que quando sai um livro mais 'picante', geral gama.
      como eu disse, eu tenho costume de dar muitas vazões às minhas fantasias, daí o livro/filme pra mim não tem nada de mais...
      Espero ver você aqui mais vezes!!
      XD
      bj-Ka!

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